Principios da Teoria Geral do Obanismo

abril 30, 2009

Por Antônio Machado

A eleição do primeiro presidente negro dos EUA conduz a uma lista de reflexões infindável. Menos a cor, no entanto, e mais a legenda repetida à exaustão pelo democrata Barack Obama, 47 anos, sobre o veterano republicano John McCain, é o que importa à sua vitória.

“Nós podemos mudar”, afirmou ele com convicção desde o início de uma campanha marcada pela emoção já nas prévias dos dois partidos, antecedendo a disputa final. Foi um apelo poderoso em meio a uma sociedade orgulhosa de seu poderio em todos os campos e, mais do que nunca em toda sua notável história de superação, arqueada pela desgraça econômica, a hostilidade internacional, o medo do futuro, “heranças malditas” dos oito anos de governo de George W. Bush.

Obama ignorou a questão racial, apresentando-se como um vitorioso ao melhor estilo do sonho americano e falando direto à alma de um povo cansado de guerras que não compreende, de temer o terrorismo tornado real nos infames atentados de 11 de setembro de 2001, mas tratado pelo governo Bush como um fantasma no sótão de cada casa.

De assistir anos a fio à degradação da educação, dos serviços de saúde pública, da aposentadoria – exemplos de eficiência para o mundo há menos de uma geração e hoje tão deteriorados como a rede de infra-estrutura rodoviária, de aeroportos, hospitais.

Frente a tais mazelas, McCain, 77 anos, herói de guerra, preso e torturado pelos vietcongues, falava de tempos de glória, liberdade para um mundo ameaçado por ditaduras. Repetia Bush, de quem buscou afastar-se, mas não falava da guerra maior: da virtude americana.

Ao apelo abstrato de McCain Obama contrapôs sua história de vida, semelhante à de tantos americanos de classe média e inspiradora à multidão de filhos de imigrantes cada vez mais numerosos nos EUA, sobretudo os de origem hispânica. Formou-se em Direito em Harvard, enriqueceu em Chicago como advogado corporativo, mora numa ampla casa de subúrbio, aspiração coletiva aos americanos, tem casamento sólido, duas filhas adolescentes. Um homem “comum” bem sucedido.

De estranho só tinha o nome herdado do pai (falecido), de crença muçulmana, parentes no Quênia, a juventude passada no Havaí. Tais diferenças a campanha de McCain explorou, apelando ao medo difuso recalcado na sociedade americana, armadilha que Obama neutralizou falando aos eleitores sobre os problemas do emprego em risco pela monumental crise econômica, os salários defasados. Foi ouvido.

Obama, o “abençoado”

Foi diluindo o preconceito do nome, o receio de sua inexperiência como político de primeiro mandato, o estigma da cor – latente num país em que vários estados adotavam em lei a segregação racial há menos de 40 anos -, mas com a dignidade de não “embranquecer” para mitigar antipatias.

Obama, “abençoado” na língua suaíli, falada no Quênia, onde vive sua avó paterna, superou dificuldades que noutros tempos da sociedade americana talvez não o permitisse ganhar nem a prévia democrata, derrotando o carisma dos Clinton.

Problemas siderais

Venceu nos EUA quando já havia encantado o mundo com sua energia, até no Brasil. De algum modo foi uma aposta. De McCain esperava-se mais do mesmo. De Obama, não. Algo de salvacionismo formou-se em seu entorno.

A expectativa de que tire os EUA do buraco e humanize as atitudes da única grande potência militar global talvez esteja acima da capacidade de seu governo, apesar da projeção imperial.

Os problemas são siderais: déficits são insustentáveis, a taxa de desemprego ameaça atingir 10% em 2009, as guerras no Afeganistão e Iraque, a interação com a China em ascensão. O que Obama fará?

Mudanças colossais

De sua campanha pouco se ouviu, afora que é possível mudar. Agora começa o jogo para valer. O desejo de mudanças é forte. Logo que a sua vitória foi anunciada começou a pressão para que antecipe, com anuência de Bush, as decisões de impacto, se é que as têm, contra a onda de despejos e para liberar o mercado financeiro e o crédito bancário.

É o primeiro grande teste. A cara de seu governo depende do papel de Wall Street, influente em Washington desde Reagan.

Obama terá maioria democrata na Câmara e Senado, fundamental para aprovar o ativismo fiscal que prometeu para animar a economia. Ela já afundou na recessão. Isso pode ser feito mantendo o status quo financeiro e os déficits comerciais financiados pelo mundo ou com reformas estruturais. Qualquer opção implica mudanças colossais.

Nuances em choque

Cardeais de sua assessoria dão pistas. Paul Volcker, o presidente do Fed que venceu a inflação de dois dígitos nos anos 80 ao custo de quebrar o mundo com juros acima de 20%, diz que a resposta de Washington à calamidade de Wall Street deve orientar-se, primeiro, pela economia real.

“Precisamos de mais engenheiros civis, de engenheiros elétricos, e menos engenheiros financeiros”, disse Volcker há dias.

Outro cardeal do “obanismo”, Robert Rubin, ex-chairman do Goldman Sachs, secretário do Tesouro de Bill Clinton, co-chairman do Citibank, defende o ativismo fiscal com a banca regulada, não excluída. São nuances em choque nos bastidores do obanismo, que dá lugar até a heterodoxos como James Galbraight. A ver o que será.

Biografia de Barack Obama

janeiro 27, 2009

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Todos os prefeitos do Brasil 2009

Livro Obama

janeiro 27, 2009

A Audácia da Esperança

Grátis!“Existe outra história para ser contada, por milhões de americanos que vivem suas vidas dia a dia … Um governo que realmente represente esses americanos … vai exigir um tipo diferente de política. Nós temos de compreender como chegamos a este lugar, a esta terra de facções e ódios tribais. E vamos ter de nos recordar, apesar de todas as nossas diferenças, o quanto nós compartilhamos: esperanças comuns, sonhos comuns, um vínculo que não vai se quebra.”

Barack Obama

“No começo da campanha presidencial norte-americana de 2008, Barack Obama, senador por Illinois, era desconhecido diante de Hillary Clinton. Com uma forte estratégia eleitoral e um grande poder de retórica, Obama foi escolhido não só para representar o partido dos democratas nas eleições, como também para presidente dos Estados Unidos. Em uma espécie de ensaio autobiográfico, em que fala de sua vida e suas idéias, o livro traz análises de Obama sobre o governo Bush, a vida política atual nos Estados Unidos, a atuação do Congresso, as tensões religiosas e raciais, a intervenção norte-americana no Iraque e também outras questões mundiais, como o terrorismo e as pandemias. De acordo com resenha de Carlos Eduardo Lins da Silva, atual ombudsman da Folha, o livro “é testemunho de um líder que crê em mudanças, mas não via transformações radicais nem rápidas, apenas por processos lentos e negociados que respeitem princípios de estabilidade, continuidade, tradição”.

PubliFolha Saiba Mais!

Mensagem de Nancy para Obama

janeiro 27, 2009

Exmo. Mr.

obma-agradeceBarack Obama,

President of the United States,

Congratulations!

What you feel is sent by God and is part of their army. Therefore, your struggle is our struggle, and his victory is also our victory.

All eyes are turned to Mr. and his family. Are blessed and protected by the Divine light.

I have faith that their government will be marked in history as a good time, which passed in the world.

Success, wisdom and peace for Mr. and their families.

The U.S. President had only to be you. Congratulations!

Nancy O Santana.

Todas as mensagens são traduzidas e enviadas para o site oficial de Barack Obama.

Obamania

janeiro 25, 2009

bolsa-obamaBarack Obama vende tudo. Até esperança.

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Posse de Obama ao vivo!

janeiro 20, 2009

Assista ao vivo a posse de Barack Obama

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Cobertura completa!

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Posse de Obama

janeiro 13, 2009

Veja o programa da posse de Barack Obama

A posse de 20 de janeiro de Barack Obama como o 44.º presidente dos EUA inclui uma série de cerimônias oficiais, que começam a partir de sábado, 17. Veja o programa oficial das festividades:

SÁBADO

Barack Obama e a família viajam de trem da Filadélfia, cidade em que foi redigida a Constituição americana, até Washington. O grupo faz duas paradas: uma em Wilmington, Delaware, para encontrar o vice-presidente Joe Biden e sua família, e a outra em Baltimore, Maryland, onde foi escrito o hino nacional americano.

DOMINGO

Obama dá início às cerimônias oficiais nas escadas do Lincoln Memorial, na frente o monumento em que o líder negro assassinado Martin Luther King fez o discurso histórico I have a dream (Eu tenho um sonho), e que os EUA comemoram na segunda-feira, 19.

O evento começa às 14h30 (horário local; 17h30 de Brasília) e contará com as apresentações de Beyonce, U2, Bruce Springsteen, John Mellencamp, Usher, Shakira, Sheryl Crow, Josh Groban e James Taylor.

A organização feminista Emily’s List oferece um almoço para convidados especiais, incluindo a futura secretária de Estado, Hillary Clinton, a indicada para o Departamento de Segurança

Interna, Janet Napolitano, as senadoras Kay Hagan e Jeanne Shaheen e o governador da Carolina do Norte, Bev Perdue.

SEGUNDA-FEIRA

As famílias de Obama e Biden participam das atividades do Dia Nacional do Serviço Comunitário, em memória a Martin Luther King. Um concerto será realizado no Verizon Center em homenagem às famílias de militares. O evento contará com a presença de Michelle Obama. Obama participa de três jantares particulares em homenagem pelos serviços públicos sem espírito partidário prestados pelo ex-secretário de Estado, Colin Powell, o vice Joe Biden e ao senador e ex-rival John McCain

TERÇA-FEIRA

A cerimônia de posse começa a partir das 10 horas locais (13 horas de Brasília) ao ar livre, na frente do Capitólio, sede do Congresso americano. Obama presta o juramento ao meio-dia (15 horas de Brasília), com a bíblia de Abraham Lincoln, e pronunciará seu discurso de posse.

Após a oração do controverso pastor evangélico Rick Warren, a “rainha do soul” Aretha Franklin, de 66 anos, cantará para o presidente. Em seguida, será realizado um concerto do quarteto composto por Itzhak Perlman (violino), Yo-Yo Ma (violoncelo) a pianista Gabriela Montero e o clarinetista Anthony McGill. A poetisa Elizabeth Alexander, nascida no Harlem, declama um poema.

O referendo Joseph E. Lowery pronunciar a bênção, seguido do hino nacional americano executado pela banda Sea Chanters, da Marinha americana. A festa termina com o desfile de fanfarras de todo o país até a Casa Branca. Dez bailes oficiais foram organizados na noite em homenagem ao casal presidencial

QUARTA-FEIRA

O presidente, o vice e suas famílias participam de uma oração na Catedral Nacional de Washington.

Perfil de Barack Obama

novembro 18, 2008

oba63

Mas afinal quem é Barack Obama?

Como ele conseguiu se tornar o primeiro negro a se eleger presidente dos Estados Unidos da América?

Como ele lida com o racismo norte-americano?

Você sabia que Barack sempre foi o melhor aluno em todas as classes que estudou?

Que ele foi o orador oficial da sua turma, quando da sua formação universitária?

Saiba mais sobre esse o novo fenômeno mundial. Baixe o arquivo especial “Perfil de Barack Obama” e fique por dentro. Afinal, até nos vestibulares, Obama é o assunto da vez. Acesse o site >> BADOQUE <<e baixe o seu livro grátis. Resumo do perfil de Barack Obama em apenas 09 páginas.



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